Bom Jardim brilha como um polo de produção cafeeira na região

Por Rj em Foco • 11/07/2026 • Noticias
rjemfoco.com | 11/07/2026

Localizada na Região Serrana do Rio de Janeiro, Bom Jardim se destaca como um dos principais centros produtores agrícolas. A cidade é amplamente reconhecida pela qualidade de seus cafés, uma combinação de tradições seculares com práticas sustentáveis modernas, que impulsionam tanto a economia local quanto o turismo rural.

“O café é parte fundamental da identidade de Bom Jardim e nos enche de orgulho. Nossa produção atravessa gerações, movimenta a economia local, fortalece os agricultores e projeta o nome da cidade para muito além das montanhas. Com um clima privilegiado, solo fértil e o cuidado dedicado dos nossos produtores, Bom Jardim continua sendo uma referência na fabricação de cafés especiais no Rio de Janeiro. Essa tradição é sentida em cada xícara”, afirma Affonso Monnerat, atual prefeito da cidade.

Recentemente, Bom Jardim voltou a ser destaque no cenário agrícola do estado. O café produzido nesse município foi um dos finalistas do I Prêmio Excelência – Cafés do Rio, evento realizado no final do ano anterior. Essa iniciativa teve como objetivo valorizar a cafeicultura fluminense e reconhecer os produtores que têm investido em qualidade, inovação e práticas sustentáveis.

Representando Bom Jardim neste concurso, o produtor Everardo Tardin Erthal competiu na categoria Café via Úmida. Este método exige um controle mais rigoroso durante a secagem e costuma ressaltar características como doçura, acidez equilibrada e notas complexas nos grãos — atributos muito apreciados no mercado de cafés especiais.

A indicação ao prêmio simboliza não apenas uma conquista, mas também um reconhecimento ao trabalho discreto realizado por agricultores locais que desempenham um papel crucial na economia do município.
Embora frequentemente esquecido pelo grande público, Bom Jardim possui uma rica história na cafeicultura e chegou a ser um dos maiores produtores do Brasil em torno de 1890.

<pNaquela época, o município contava com muitos produtores após sua emancipação de Cantagalo em 1892. Contudo, duas famílias se destacaram especialmente: a Corrêa da Rocha, que adquiriu a Fazenda Nossa Senhora da Soledade em 1818 e rapidamente prosperou na cultura do café; e a família Erthal, cujo membro João Erthal (Johann Muller Erthal) imigrou para o Brasil em 1826.

A geografia montanhosa sempre favoreceu o cultivo do café. Entretanto, por várias décadas, a produção fluminense enfrentou desvalorização no cenário nacional. Nos últimos anos, essa situação começou a se reverter graças ao trabalho de cooperativas, à atuação da Emater-Rio e à realização de cursos técnicos que promovem boas práticas agrícolas e colheita seletiva.
Produtores como Tardin representam uma nova geração que prioriza qualidade em vez de quantidade, investindo em técnicas pós-colheita mais precisas e colhendo grãos maduros para elevar o potencial sensorial dos cafés serranos.

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