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Alerj promove audiência pública na terça para debater decisão do STF que ameaça estabilidade financeira do RJ

Alerj promove audiência pública na terça para debater decisão do STF que ameaça estabilidade financeira do RJ

O deputado André Corrêa (PSD), que preside a Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), está organizando uma audiência pública com o objetivo de discutir a retomada da análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a lei que regula a redistribuição dos royalties do petróleo entre os estados.

Agendada para ocorrer na próxima terça-feira (28), às 11 horas, no Plenário da Alerj, a audiência contará com a participação de diversos representantes de setores econômicos e administrativos. Entre os convidados estão o procurador-geral do Estado, além de associações como Firjan, Fecomércio, Associação Comercial, Secretaria Estadual de Fazenda e Associação dos Prefeitos.

Nas últimas semanas, André Corrêa tem enfatizado a necessidade de debater a redistribuição dos royalties do petróleo, alertando tanto as autoridades políticas quanto os setores produtivos do estado sobre o iminente julgamento no Supremo Tribunal Federal, programado para o dia 6 de maio de 2026. Essa decisão pode ter um impacto significativo na forma como essas receitas são divididas em todo o Brasil.

O deputado expressou sua preocupação em relação à possível confirmação da Lei nº 12.734/2012, que modifica os critérios de distribuição dos royalties e aumenta os repasses para estados e municípios não produtores. Segundo ele, essa situação representa uma ameaça real às finanças do Rio de Janeiro. Atualmente, uma liminar da ministra Cármen Lúcia suspende os efeitos dessa legislação, mantendo o modelo vigente que é mais favorável aos estados produtores como o Rio.

André Corrêa alertou que a implementação desta lei poderia resultar em um cenário financeiro alarmante para o estado. “Estamos falando sobre um colapso nas finanças do Rio de Janeiro. Se o STF decidir pela aceitação desta lei, será como solicitar uma intervenção federal em nosso estado”, afirmou ele. O deputado acrescentou que essa possibilidade poderá levar ao agravamento das dificuldades financeiras do governo estadual em honrar compromissos essenciais, incluindo pagamentos a servidores ativos e aposentados, pensionistas e investimentos nas áreas de Saúde e Segurança Pública.

Entenda o caso

A análise da constitucionalidade da Lei nº 12.734/2012 pelo STF ocorrerá através de ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs 4917, 4916, 4918, 5038 e 4920). Desde 2013, a liminar concedida por Cármen Lúcia mantém suspensa a nova regra para distribuição dos royalties.

Se a lei for validada pelo STF, haverá uma reconfiguração significativa na distribuição das receitas provenientes do petróleo. Isso resultará em uma diminuição da participação dos estados produtores e confrontantes como o Rio de Janeiro enquanto aumentará as fatias destinadas aos demais estados e municípios.

De acordo com estimativas do governo fluminense, as perdas podem ultrapassar R$ 20 bilhões por ano, afetando diretamente investimentos públicos, equilíbrio fiscal e a continuidade dos serviços essenciais.

Em contrapartida, estados não produtores apoiam essa mudança nas regras, argumentando que os royalties devem ser distribuídos de maneira mais equitativa visto que o petróleo é um recurso pertencente à União e deveria beneficiar todos os membros da federação.

O post Audiência pública na Alerj, na próxima terça-feira, discute decisão do STF que pode quebrar o RJ apareceu primeiro em Jornal da Região.

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Rj em Foco