Simone Tebet afirma que a pressão sobre Bolsonaro se intensificou.
“Sentimos aversão e repulsa pela ditadura; que procurem rapidamente aprender a obter o passaporte, pois aqueles que fugiram para evitar a faixa, certamente desejarão deixar o Brasil para preservar a própria segurança”
Na sexta-feira, 18 de agosto de 2023, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que os recentes avanços das investigações da Polícia Federal e da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre os eventos de 8 de janeiro intensificaram o cerco ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela ressaltou a necessidade de apreender o passaporte do ex-presidente para prevenir sua possível fuga do país.
“É compreensível que estejamos focados no presente e o senhor sempre nos lembra da importância de olhar para o futuro. No entanto, diante dos acontecimentos significativos desta semana na política brasileira, é imprescindível fazer uma menção ao que se desenrolou. Graças ao trabalho da operação da Polícia Federal e aos depoimentos na CPI sobre os atos golpistas, podemos afirmar que
o cerco se intensificou em torno do ex-presidente. Ele foi claramente identificado como autor e mandante das tentativas de fraudar as urnas eletrônicas, além de atentar contra a escolha legítima do povo brasileiro ao seu sucessor. Isso representa um ataque à nossa democracia. Peço licença para expressar minha indignação citando Ulisses Guimarães: traidor da constituição é também traidor da pátria. Sentimos ódio e nojo. Rejeitamos a ditadura. E afirmo que devem buscar urgentemente aprender sobre passaportes, pois aqueles que fugiram para evitar enfrentar um presidente legitimamente eleito,
com certeza desejam abandonar o Brasil para salvaguardar suas próprias vidas. Desculpem-me por esse desabafo e pela emoção gerada pelas palavras históricas do presidente do IBGE. Mas nada acontece por acaso. Afinal, nesta semana estamos aqui representando a frente democrática unida em prol do Brasil, defendendo nossas liberdades públicas e a democracia”, afirmou Tebet.
