O hábito noturno pouco falado que preocupa especialistas

Por Rj em Foco • 23/05/2026 • Noticias
rjemfoco.com | 23/05/2026

Milhões de brasileiros adotam um hábito noturno sem perceber as consequências que podem surgir tanto para o corpo quanto para a mente.

No contexto de uma vida agitada, repleta de ansiedade, excesso de informações e fadiga mental acumulada, profissionais da saúde têm destacado um comportamento aparentemente inofensivo que está se mostrando prejudicial ao sono: o uso excessivo de dispositivos móveis antes de dormir.

De acordo com especialistas em sono e saúde mental, é fundamental que o cérebro diminua os estímulos gradualmente para alcançar um descanso profundo. No entanto, a prática de estar conectado até os últimos instantes da noite pode causar exatamente o oposto.

A luz das telas impacta diretamente a qualidade do sono

Dispositivos como celulares, tablets e computadores emitem luz azul, que interfere na produção natural da melatonina — hormônio essencial para induzir o sono.

Como resultado, muitas pessoas enfrentam:

  • maior dificuldade para adormecer;
  • cansaço ao acordar;
  • soneca fragmentada;
  • irritabilidade ao longo do dia.

Os especialistas afirmam que o problema não reside apenas na tecnologia, mas também na sobrecarga de estímulos mentais provocados por:

  • redes sociais;
  • notícias;
  • vídeos;
  • notificações;
  • informações excessivas.

O cansaço mental tornou-se uma reclamação frequente

Nos últimos anos, profissionais da saúde mental têm notado um aumento no número de queixas relacionadas a:

  • ansiedade;
  • exaustão emocional;
  • dificuldades de concentração;
  • sintomas persistentes de cansaço.

A dificuldade do cérebro em “desligar” antes do repouso é parte desse quadro preocupante.

Muitos brasileiros acabam dormindo em um estado mental alerta, consumindo conteúdos até momentos antes de adormecer.

Mudanças simples podem beneficiar a rotina noturna

Profissionais da área recomendam algumas ações práticas para aprimorar a qualidade do sono:

  • reduzir o uso dos dispositivos eletrônicos antes de dormir;
  • diminuição da luminosidade no ambiente;
  • minimizar estímulos excessivos;
  • estabelecer uma rotina mais relaxante à noite;
  • desacelerar progressivamente.

Ainda, atividades como leitura leve, escuta de música suave e ambientes com pouca luz podem ajudar o cérebro a compreender que é hora de descansar.

Aumento silencioso da ansiedade noturna

A pesquisa recente sobre saúde emocional revela que o período noturno tende a ser um momento propício para a ansiedade em muitas pessoas.

Isto ocorre porque:

  • distratores externos são reduzidos;
  • o cérebro revisita preocupações anteriores;
  • a superexposição a estímulos digitais mantém o estado de alerta elevado.

A importância do equilíbrio na relação com a tecnologia

Os profissionais da saúde enfatizam que o intuito não é condenar o uso da tecnologia, mas sim buscar um equilíbrio saudável na interação com dispositivos digitais.

Diante deste cenário de constante hiperconexão, garantir momentos adequados para o descanso mental tornou-se uma prioridade cada vez mais reconhecida para manter tanto a saúde física quanto emocional em dia.

Por qual motivo especialistas alertam sobre este hábito?

O uso excessivo das telas antes de ir para a cama pode intensificar os estímulos mentais e dificultar alcançar um sono reparador.

O celular pode impactar negativamente no sono?

Sim. Os especialistas afirmam que a luz azul proveniente das telas afeta a produção natural do hormônio melatonina.

Quais sinais podem indicar um excesso de estímulo mental?

Sinais como dificuldade em dormir, sensação constante de cansaço, irritabilidade e aumento da ansiedade noturna são comuns.

O que pode auxiliar na melhoria do descanso?

Profissionais recomendam diminuir a utilização das telas antes do sono e implementar uma rotina mais tranquila ao longo da noite.

A matéria sobre os hábitos silenciosos antes do sono foi publicada inicialmente por Cidade de Niterói.