Empresária desperta após 30 dias em coma na cidade de Niterói
A empresária Izabela Leite, de 30 anos, despertou na última quarta-feira (10) após mais de um mês em coma no Hospital Estadual Azevedo Lima, localizado em Niterói. O incidente, que está sendo investigado pela Polícia Civil como uma tentativa de feminicídio, gerou grande mobilização entre familiares, amigos e a comunidade local.
Embora ainda não tenha recuperado a fala, Izabela consegue se comunicar ao piscar os olhos, o que trouxe esperança e alívio aos seus entes queridos. No entanto, seu quadro clínico continua grave.
Izabela Leite acorda após mais de um mês em coma
O despertar da jovem ocorreu após 38 dias em coma, desde o dia 2 de maio, quando sofreu uma agressão que está sendo analisada pela Polícia Civil.
Ainda segundo informações de pessoas próximas, Izabela segue sem conseguir falar, mas já demonstra sinais de comunicação por meio de piscadas. Essa melhora foi recebida com emoção pelos familiares e amigos presentes.
Informações do hospital revelam que a saúde da empresária ainda é considerada crítica.
Caso é investigado pela Polícia Civil em Niterói
Relatos da Polícia Civil indicam que Izabela apresentava sérios ferimentos na cabeça, tórax e pé ao ser encontrada. Ela chegou ao hospital inconsciente e com um coágulo cerebral, que teve sua gravidade reduzida durante os cuidados médicos.
A investigação está a cargo da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói.
Suspeito foi preso no Centro de Niterói
A Polícia Civil informou que o ex-parceiro da vítima foi detido no dia 7 de maio, no Centro de Niterói. O homem foi encontrado pelos agentes da Deam, que cumpriram um mandado de prisão temporária, relacionado à tentativa de feminicídio.
No dia seguinte à prisão, ele foi levado para o Complexo Prisional de Benfica.
A investigação ainda está em andamento pela Deam de Niterói, buscando esclarecer todos os detalhes do ocorrido.
Discussão teria antecedido as agressões
A análise da Deam de Niterói revela que uma discussão entre Izabela e seu ex-companheiro ocorreu no dia 2 de maio. Durante essa briga, o homem teria atacado a empresária com violência extrema, resultando nas lesões graves mencionadas anteriormente.
A jovem foi socorrida imediatamente e levada para uma unidade médica em Niterói, onde permaneceu internada em estado crítico e inconsciente.
Família relata sofrimento e busca por respostas
Irmãos e parentes destacam que Izabela é mãe de uma menina de 11 anos e proprietária de um salão especializado em mega hair. Ela é descrita como uma mulher dedicada tanto ao trabalho quanto à sua filha. O caso gerou grande comoção entre amigos e moradores da região.
Dizem também que o casal já havia se separado antes do incidente trágico.
A família enfatiza que ela tinha recentemente realizado o sonho de sair da comunidade onde vivia e estava investindo no salão e em cursos profissionais.
Corrente de oração reuniu familiares e amigos
No dia 13 de maio, amigos e familiares organizaram uma corrente de oração em frente ao Hospital Estadual Azevedo Lima. Naquele momento, a saúde de Izabela era considerada crítica e ela estava intubada.
A ação visava não apenas rezar pela recuperação dela, mas também exigir justiça pelo ocorrido.
Quadro grave e informações médicas
A família revelou que Izabela sofreu danos cerebrais significativos, além de pneumonia causada por broncoaspiração durante sua internação. Eles também informaram sobre a necessidade de realizar uma traqueostomia devido às complicações respiratórias.
A preocupação com a longa permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) tem sido grande entre os parentes. Eles buscaram laudos médicos para melhor entender a gravidade das lesões sofridas por Izabela.
A Secretaria Estadual de Saúde comunicou anteriormente que fornece boletins médicos à família conforme solicitado, ressaltando que esses documentos são assistenciais e não têm caráter pericial para investigações externas.
Relatos apontam histórico de violência
A família mencionou um relacionamento conturbado entre Izabela e seu ex-parceiro que durou cerca de 12 anos. Eles alegaram que ele não aceitou o término do relacionamento e frequentemente a perseguia.
No passado, segundo relatos familiares, Izabela já havia sido agredida pelo suspeito em outras ocasiões. Em um desses episódios, ela foi esfaqueada e precisou ser atendida em um hospital; no entanto, decidiu não prosseguir com as denúncias na época.
Ainda conforme informações dos parentes, o acusado possui antecedentes criminais relacionados a tráfico de drogas e violência contra mulheres sob a Lei Maria da Penha.
Investigação apura circunstâncias do crime
A versão inicial aponta que Izabela foi agredida pelo ex-companheiro durante uma festa em Niterói. Não há informações detalhadas sobre o que ocorreu dentro do veículo onde as agressões teriam acontecido.
Sabe-se que após as agressões ela ficou algum tempo dentro do carro antes que o próprio ex-parceiro a levasse à UPA do Fonseca.
No hospital, ele alegou que ela estava inconsciente devido ao consumo excessivo de álcool e drogas; contudo, as agressões não foram mencionadas neste primeiro momento.
A família acredita que uma possível demora no atendimento pode ter piorado o estado clínico dela. Se ficar comprovada omissão no socorro prestado à jovem, o suspeito poderá ser responsabilizado legalmente por esse fato também.
Defesa da família acompanha o caso
A advogada Fabíola Marconi está atenta ao progresso da saúde de Izabela para manter atualizadas as informações junto ao sistema judiciário.
Ela destacou a importância dos documentos médicos para assegurar a continuidade da prisão do acusado. Além disso, mencionou já existirem elementos evidenciando sua responsabilidade pelo crime, como mensagens encontradas no celular dele. Quanto mais provas forem apresentadas à Justiça, mais sólida será a argumentação para manter sua detenção.
Violência contra a mulher exige atenção e denúncia
A situação enfrentada por Izabela Leite evidencia a necessidade urgente da rede protetora às mulheres vítimas de violência doméstica.
Dúvidas ou denúncias podem ser feitas através do número nacional Ligue 180. Em casos emergenciais recomenda-se acionar a Polícia Militar pelo número 190.
A responsabilidade pela investigação deste caso permanece com a Deam de Niterói.
