Descubra os 22 novos locais com reforço na segurança no Rio de Janeiro
A Força Municipal de Segurança, criada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, começa a atuar nas ruas da cidade a partir do próximo domingo. O novo grupo será direcionado inicialmente para áreas com maior registro de crimes, especialmente roubos e furtos, conforme dados analisados pela gestão municipal.
Os primeiros pontos de atuação incluem regiões com grande circulação de pessoas, como o entorno da Rodoviária Novo Rio, o Terminal Gentileza e áreas da Zona Sul, incluindo o Jardim de Alah e a Avenida Vieira Souto, em Ipanema.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (10) durante uma reunião do Compstat Rio, sistema de gestão estratégica da segurança pública da prefeitura.
Onde a nova força de segurança vai atuar no Rio
Ao todo, a prefeitura definiu 22 áreas prioritárias de patrulhamento, escolhidas com base na chamada mancha criminal, que indica regiões com maior concentração de registros de crimes.
Base Litorânea
- Jardim de Alah
- General Osório – Nossa Senhora da Paz
- Arpoador – Avenida Atlântica
- Avenida Atlântica – Avenida Barata Ribeiro
- Posto 1
- Rio Sul
- Metrô Botafogo – Rua São Clemente – Rua Voluntários da Pátria
- Praia de Botafogo – Rua Marquês de Abrantes
- Presidente Vargas – Campo de Santana – Central do Brasil – Cinelândia
- Rodoviária Novo Rio – Terminal Gentileza – Estação Leopoldina
- Praça Santos Dumont – Parque dos Patins
- Avenida das Américas – Avenida Lúcio Costa
- Avenida Ayrton Senna
Base Norte
- Estação Maracanã – UERJ
- Estações São Francisco Xavier – Afonso Pena
- Estação Méier – Cachambi
- Estação Del Castilho – Norte Shopping
- Madureira – Estação de Trem – Shopping – Mercadão
- Estação Marechal Hermes
Base Oeste
- Bangu: Calçadão – Shopping
- Campo Grande: Estação de Trem – Calçadão
- Santa Cruz: Estação – Shopping
Como será a atuação dos agentes
Os agentes da Força Municipal de Segurança devem atuar principalmente no período da tarde e da noite, horários que concentram maior incidência de ocorrências nesses locais.
As equipes farão patrulhamento a pé, sempre em duplas ou trios, com apoio de motocicletas e viaturas. O cronograma para expansão da atuação em outras regiões da cidade será divulgado gradualmente pela prefeitura.
Segundo o secretário municipal de Segurança Urbana, Brenno Carnevalle, o foco da nova tropa é o policiamento preventivo.
“É um policiamento ostensivo com foco preventivo aos furtos e roubos. A Força Municipal não tem pronta resposta pelo 190 e 1746. Trabalha em cima da mancha criminal. Tampouco faremos escoltas de autoridade e controle de multidões.”
De acordo com a prefeitura, a nova estrutura atuará em apoio às forças de segurança estaduais, com foco na prevenção de crimes.
Bases operacionais da nova força municipal
A estrutura da Força Municipal contará com três bases operacionais estratégicas na cidade:
- Base Litorânea: Leblon, na Zona Sul
- Base Norte: Piedade
- Base Oeste: Campo Grande
O prefeito Eduardo Paes afirmou que a iniciativa busca reforçar a integração entre os diferentes órgãos de segurança.
“Estamos falando de um sistema integrado dialogando permanentemente em auxílio às forças de segurança estadual. Gestão, comando e liderança e clareza naquilo que é a missão da força municipal é o óbvio para ser feito para o enfrentamento da criminalidade.”
Formação e estrutura da nova tropa
A primeira formatura da Força Municipal de Segurança ocorreu no último domingo e reuniu 600 agentes.
Segundo a prefeitura, os guardas foram escolhidos com base em critérios como:
- histórico de atuação
- disciplina
- aptidão física
- avaliações médicas e psicológicas
O curso de formação teve mais de 500 horas de capacitação, incluindo treinamento de abordagem e procedimentos operacionais.
Os agentes também passaram por treinamento com armamentos durante o curso.
Equipamentos e monitoramento em tempo real
De acordo com a prefeitura, os agentes utilizarão câmeras corporais obrigatórias, permitindo o acompanhamento das operações em tempo real.
As imagens serão monitoradas 24 horas por dia em uma Sala de Monitoramento e Gestão Operacional, que poderá acompanhar as ações e acionar equipes quando necessário.
Os dispositivos móveis utilizados pelas equipes também permitirão:
- registrar ocorrências
- enviar relatórios
- receber orientações operacionais
Caso haja desvio de trajeto durante uma missão, o sistema poderá emitir alertas automáticos para a central de monitoramento.
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