Polícia do Rio apresenta inovadora arma não letal que imita fuzil; descubra sua funcionalidade.
Na última quinta-feira, dia 22 de outubro, as polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro foram agraciadas com novos dispositivos chamados fuzis antidrones. Esses equipamentos têm a capacidade de interferir nos sinais de controle de aeronaves não tripuladas a uma distância máxima de três quilômetros.
A entrega foi realizada por representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e tem como objetivo combater o uso de drones por facções criminosas atuantes no estado.
A tecnologia visa dificultar ações como vigilância, transporte de produtos ilícitos e ataques perpetrados com essas aeronaves. Essa compra faz parte de um investimento total previsto em R$ 5 milhões, embora os detalhes sobre quanto desse montante se refere especificamente aos fuzis entregues na data não tenham sido divulgados.
O comunicado não menciona quantos aparelhos foram entregues nesta fase nem quais unidades policiais serão as primeiras a receber os dispositivos.
Funcionamento dos fuzis antidrones
Embora seu nome remeta a armas de grande porte, o Jammer Antidrone não dispara projéteis ou balas.
Esse tipo de equipamento se utiliza de sinais de radiofrequência para interferir na comunicação entre o drone e seu operador, dificultando ou até mesmo cortando o controle remoto da aeronave.
Conhecido popularmente como “bazuca antidrone”, o dispositivo opera através do bloqueio eletrônico, sem a necessidade de atingir fisicamente o objeto aéreo.
Conforme as informações disponíveis, os aparelhos têm um alcance estimado em até três quilômetros.
Entretanto, essa distância anunciada não garante que todos os drones possam ser desativados nesse intervalo, pois fatores como condições operacionais podem influenciar esse resultado.
Consequências para um drone quando o sinal é interrompido
O impacto da interferência eletrônica varia conforme a estrutura do drone e os sistemas de segurança implementados.
Caso a comunicação com o operador seja cortada, alguns drones podem tentar retornar automaticamente ao local de origem. Outros podem permanecer no ar temporariamente, seguir procedimentos pré-programados ou adotar comportamentos distintos diante da perda do sinal.
Portanto, a interrupção do sinal não implica necessariamente que a aeronave irá cair imediatamente.
A eficácia dessa tecnologia pode variar dependendo do modelo do drone em questão, das circunstâncias em que está sendo utilizada e dos recursos disponíveis para comunicação.
As informações sobre os equipamentos recebidos pelas forças policiais cariocas não incluem resultados de testes operacionais ou dados sobre seu desempenho em situações práticas de confronto.
Capacitação das forças policiais
Na ocasião da entrega dos bloqueadores, agentes das polícias civil e militar participaram de treinamentos focados na utilização segura desses novos dispositivos.
A capacitação foi realizada por especialistas pertencentes ao Ministério da Justiça que fazem parte do escritório antifacção criado pelo governo federal no Rio de Janeiro.
Essa iniciativa é parte das ações colaborativas entre a União e as forças estaduais para combater o crime organizado.
O intuito é aprimorar a atuação policial frente às ameaças associadas ao uso das novas tecnologias, incluindo drones operados por grupos criminosos.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre quais batalhões ou delegacias receberão esses equipamentos nessa etapa inicial.
Adicionalmente, não há um cronograma definido para quando os dispositivos começarão a ser utilizados operacionalmente.
Necessidade dos bloqueadores pelas forças policiais do Rio
O emprego de drones por facções criminosas representa um desafio crescente para as autoridades de segurança pública no Rio de Janeiro.
Conforme revelado sobre essa aquisição, essas aeronaves têm sido utilizadas para monitorar atividades policiais e movimentos de rivais, além do transporte de materiais ilegais.
Há também relatos sobre o uso dessas máquinas para lançar explosivos durante confrontos armados. A capacidade de observar operações policiais à distância permite que criminosos coletem informações sobre as movimentações das equipes em determinadas áreas.
Nesse contexto, os bloqueadores surgem como uma ferramenta importante para complicar o uso desses drones em atividades ilícitas.
Entretanto, a entrega desses dispositivos não elimina a necessidade por outras ações voltadas à segurança pública, investigação e planejamento estratégico operacional.
Equipamentos antidrones também nas mãos dos criminosos
A presença dessa tecnologia no cenário da segurança pública fluminense não se restringe apenas às corporações policiais.
Na quarta-feira anterior à entrega mencionada pelo Ministério da Justiça (dia 21), agentes policiais apreenderam três fuzis e um dispositivo antidrone na comunidade Para-Pedro, localizada em Colégio, na Zona Norte da cidade do Rio.
Essa apreensão ocorreu durante uma operação conduzida pelo 41º BPM (Irajá).
De acordo com informações fornecidas pela Polícia Militar, esses materiais seriam utilizados por membros do Terceiro Comando Puro (TCP), uma organização criminosa que atua em diversas regiões do estado.
Este incidente demonstra que equipamentos com capacidade para interferência eletrônica também podem ser encontrados nas mãos de grupos delinquentes, aumentando assim os desafios enfrentados pelos órgãos responsáveis pela segurança pública.
Entrega prévia já anunciada pelo Ministério da Justiça
A entrega realizada nesta quinta-feira sucede uma ação anterior já comunicada pelo governo federal.
No dia 15 de outubro, o Ministério da Justiça havia anunciado a disponibilização de quatro equipamentos antidrones às polícias Civil e Militar do estado durante um evento realizado no Tribunal de Justiça local.
Não está claro se os dispositivos apresentados neste dia 22 correspondem à entrega já mencionada anteriormente ou se referem-se a uma nova remessa.
Por conta disso, ainda não é possível determinar quantos bloqueadores foram efetivamente disponibilizados às corporações com base apenas nas informações divulgadas até agora.
Investimento total anunciado: R$ 5 milhões
A aquisição dos novos equipamentos faz parte de um investimento global anunciado em R$ 5 milhões, destinado ao fortalecimento das capacidades no combate ao uso ilegal de drones.
No entanto, as informações disponíveis não esclarecem o custo individual dos dispositivos nem detalham como os recursos estão distribuídos entre compra, treinamento e outras possíveis despesas relacionadas.
Também não foram apresentados indicadores que permitam avaliar os resultados obtidos com a implementação dessa tecnologia nas operações policiais.
A chegada dos bloqueadores e a capacitação das equipes equiparam as forças policiais com mais uma ferramenta na luta contra ameaças envolvendo drones no Rio. Entretanto, sua eficácia dependerá da aplicação prática dos dispositivos e dos resultados observados pelas corporações.
