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Operação Coffee Break revela suposto esquema milionário de corrupção em licitações de material escolar

Operação Coffee Break revela suposto esquema milionário de corrupção em licitações de material escolar

PF aponta movimentação de R$ 111 milhões, prisão de empresários e agentes públicos e investigação envolvendo empresas ligadas ao filho de ex-deputado paulista

A Polícia Federal revelou detalhes da Operação Coffee Break, investigação que apura um esquema de corrupção envolvendo contratos de fornecimento de materiais escolares para prefeituras do interior de São Paulo. Segundo a corporação, o grupo criminoso teria movimentado aproximadamente R$ 111 milhões em contratos suspeitos celebrados com os municípios de Hortolândia, Sumaré, Limeira e Morungaba.

O empresário André Mariano, proprietário da Life Tecnologia, é apontado como líder da organização. Conforme a investigação, ele utilizava acesso privilegiado a secretários municipais de Educação para direcionar processos licitatórios em favor da empresa, mediante pagamento de propina.

Entre os investigados esteve Daniel Lancaster, filho do ex-deputado estadual Gil Lancaster. A Polícia Federal afirma que empresas ligadas ao empresário teriam sido utilizadas para movimentar recursos oriundos do esquema por meio de operações de lavagem de dinheiro. Em uma das medidas cautelares, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 187 mil da empresa Metrópole Soluções.

A Operação Coffee Break foi deflagrada com cerca de 50 mandados de busca e apreensão e resultou na prisão de cinco pessoas, incluindo André Mariano, o vice-prefeito e o secretário de Educação de Hortolândia.

Apesar das medidas adotadas durante a investigação, no fim de março de 2026 a Justiça Federal determinou o arquivamento do inquérito contra Daniel Lancaster, atendendo a pedido do Ministério Público Federal.

Segundo a Polícia Federal, o esquema utilizava empresas de fachada controladas por doleiros para ocultar o destino dos recursos públicos. Os pagamentos ilícitos destinados a agentes públicos eram chamados de “café”, expressão utilizada pelos investigados para se referir às vantagens indevidas pagas para garantir contratos e acelerar pagamentos.

Escrito por

Redação