Paralisação dos rodoviários no Rio persiste após falha em negociação: nova rodada já agendada

Por Rj em Foco • 08/07/2026 • Rio de Janeiro
rjemfoco.com | 08/07/2026

A tentativa de mediação promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) não gerou um entendimento entre as partes. Assim, os trabalhadores decidiram prosseguir com a greve, que afeta milhares de passageiros na Região Metropolitana, incluindo Niterói.

A paralisação dos rodoviários na cidade do Rio de Janeiro seguirá nos próximos dias. Durante uma audiência de conciliação ocorrida nesta terça-feira (30), o TRT-RJ e o MPT-RJ tentaram promover um acordo entre os trabalhadores e as empresas, mas as discussões não resultaram em um consenso.

Essa decisão perpetua os transtornos para muitos passageiros que utilizam diariamente as linhas municipais da capital, afetando também os moradores de Niterói, que viajam ao Rio de Janeiro e dependem dos ônibus após atravessarem a Ponte Rio-Niterói ou utilizarem as Barcas.

Proposta previa suspensão da greve

<pDurante a audiência, foi apresentada uma proposta intermediária pelo TRT-RJ e pelo MPT-RJ.

A sugestão consistia na suspensão temporária da greve pelos trabalhadores enquanto as negociações estavam em andamento.

Em troca, o sindicato patronal se comprometeria a:

  • não descontar os dias em que os trabalhadores estiveram parados;
  • não realizar descontos referentes ao intervalo intrajornada durante o período das negociações.

A proposta foi levada à votação pelo Sindicato dos Rodoviários em uma assembleia que ocorreu logo após a audiência.

Categoria decidiu manter a paralisação

<pApós a votação, os trabalhadores decidiram por manter a greve, o que impossibilita a normalização das operações dos ônibus municipais neste momento.

Diante dessa situação, uma nova audiência de conciliação já foi agendada para a próxima segunda-feira, 6 de julho, no Tribunal Regional do Trabalho.

A negociação continuará aberta até lá.

Decisão judicial continua em vigor

No último sábado (27), o TRT-RJ determinou que ao menos 50% da frota deve permanecer circulando nos horários de maior demanda.

A medida visa garantir o direito de deslocamento da população durante o movimento grevista.

Anteriormente à decisão judicial, o próprio MPT já havia aconselhado tanto o Sindicato dos Rodoviários quanto o Rio Ônibus a manter esse percentual mínimo de veículos operando.

MPT reforça que greve é um direito constitucional

<p.O Ministério Público do Trabalho enfatizou em uma nota que o direito à greve está assegurado pelo artigo 9º da Constituição Federal, sendo regulamentado pela Lei nº 7.783/1989, que define as diretrizes para a realização legal desse movimento.

A instituição também declarou que continuará monitorando as negociações em busca de uma solução que respeite tanto os direitos dos trabalhadores quanto os interesses da população.

Reflexos também são sentidos em Niterói

Ainda que a paralisação envolva apenas os ônibus municipais do Rio de Janeiro, seus efeitos são percebidos por moradores de Niterói.

Muitos profissionais que diariamente atravessam a Ponte Rio-Niterói dependem das linhas municipais para se deslocar ao trabalho ou retornar para casa. Com uma frota reduzida e intervalos prolongados entre os coletivos, os passageiros enfrentam filas, ônibus superlotados e aumento no tempo de viagem.

A expectativa é que a audiência marcada para o dia 6 de julho possa facilitar um avanço nas negociações e aproximar as partes rumo a um acordo final.