Ação policial desmantela esquema de botox ilegal em salão de Niterói

Por Rj em Foco • 02/05/2026 • Polícia
rjemfoco.com | 02/05/2026

Uma denúncia levou a uma operação conjunta da Prefeitura de Niterói, da Vigilância Sanitária Municipal e da 79ª Delegacia de Polícia, que ocorreu nesta quinta-feira (30) em um salão de beleza localizado no Badu. Segundo informações da Prefeitura, o estabelecimento estaria realizando procedimentos estéticos invasivos sem a devida licença sanitária.

Essa ação faz parte da 6ª fase da Operação Pharmakon, resultando na interdição do espaço onde os atendimentos eram efetuados. O episódio ressalta os riscos à saúde pública associados a práticas realizadas fora das normas estabelecidas.

Operação Pharmakon realiza fiscalização em salão de beleza no Badu

<pEm Niterói, o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) promoveu a 6ª etapa da Operação Pharmakon, em colaboração com a Vigilância Sanitária Municipal e a 79ª DP, situada em Jurujuba.

A operação teve como objetivo inspecionar locais que estariam oferecendo procedimentos estéticos clandestinos.

A fiscalização foi iniciada após uma denúncia recebida pela Vigilância Sanitária sobre atividades suspeitas em um salão na Estrada Caetano Monteiro, no bairro Badu.

Botox e tratamento de varizes: procedimentos sem licença alegadamente realizados

A Prefeitura relatou que as denúncias incluíam a aplicação de toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, além de tratamentos para varizes.

Ainda segundo informações municipais, embora o salão tivesse autorização para operar como um salão de beleza, as equipes constataram que ele estava executando procedimentos estéticos invasivos utilizando medicamentos injetáveis.

Tais atendimentos estavam sendo feitos em uma área sublocada, sem a autorização necessária do órgão sanitário pertinente para essas atividades.

Interdição do espaço pela Vigilância Sanitária

<pDurante a operação, conforme declarado pela Prefeitura, o espaço destinado aos procedimentos foi interditado pela Vigilância Sanitária Municipal.

Ainda segundo informações do município, diversas medidas foram tomadas:

  • Edição de autos de infração contra o responsável profissional na condição de pessoa física;
  • Edição de auto de infração contra o estabelecimento como pessoa jurídica;
  • Apreensão de produtos vencidos;
  • Apreensão e descarte de medicamentos utilizados sem autorização sanitária;
  • <li condução do responsável técnico à 79ª DP.

A fiscalização identificou também a falta de licença específica para a realização dos procedimentos invasivos, além de irregularidades relacionadas à responsabilidade técnica exigida pelos órgãos competentes.

Risco à saúde pública, segundo Prefeitura

Felipe Ordacgy, secretário do Gabinete de Gestão Integrada Municipal de Niterói, comentou sobre a importância da colaboração entre os órgãos durante essa ação.

“A união entre os órgãos é fundamental para garantir eficiência nas operações. A partir dessa denúncia, conseguimos agir coordenadamente para proteger a população e responsabilizar aqueles que desrespeitam as leis, colocando vidas em risco”, afirmou Felipe Ordacgy.

A iniciativa da Operação Pharmakon faz parte da estratégia do GGIM para promover ações integradas entre órgãos municipais e forças policiais. O intuito é salvaguardar a saúde coletiva, coibir práticas ilegais e assegurar o cumprimento das normas sanitárias.

Importância das denúncias para fiscalizações futuras

João Carlos, chefe da Seção de Medicamentos da Vigilância Sanitária de Niterói, também enfatizou a relevância da atuação conjunta.

“A atuação colaborativa permite identificar e autuar estabelecimentos que não cumprem as normativas legais, garantindo maior segurança à população”, declarou João Carlos.

O GGIM ressaltou ainda a necessidade da participação cidadã por meio de denúncias. As informações fornecidas pelos moradores são cruciais para direcionar ações fiscais e evitar riscos à saúde pública .

Como denunciar

Cidadãos podem fazer denúncias anônimas sobre atividades suspeitas através do número doDisque-Denúncia: 2253-1177 . Essa colaboração é vital para auxiliar as forças policiais no combate às práticas irregulares e possíveis crimes.

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