Revolta e protesto após denúncia de abuso contra aluna de 7 anos em escola de Niterói

Por Rj em Foco • 07/03/2026 • Polícia
rjemfoco.com | 07/03/2026

Um relato de possível abuso sexual envolvendo uma aluna de 7 anos está causando grande repercussão em Niterói, especialmente entre pais e responsáveis de alunos da Escola Municipal Mestra Fininha, localizada no bairro do Barreto, ao lado do Horto.

O caso ganhou visibilidade após a mãe da criança, Letícia Martins, publicar um vídeo nas redes sociais relatando o episódio que teria ocorrido dentro do banheiro da escola.

A Polícia Civil informou que a investigação está em andamento na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói e corre sob sigilo.


Mãe relata o que a filha contou ao chegar da escola

No vídeo divulgado nas redes sociais, Letícia afirma que o episódio teria ocorrido na segunda-feira (2), quando a filha, identificada como Emanuelle, foi ao banheiro durante o período de aula.

Segundo o relato da mãe, a menina chegou em casa muito abalada.

“Quando ela chegou da escola, veio assustada, com os olhos cheios d’água, e falou: ‘Mamãe, eu preciso muito te contar uma coisa que aconteceu hoje’”, contou Letícia.

De acordo com a mãe, a criança disse que pediu à professora para ir ao banheiro e, quando entrou em uma das cabines, alguém teria pressionado a porta do local.

“Ela falou que alguém pressionou a porta do banheiro e disse que não ia sair enquanto ela não abrisse”, relatou.

Ainda segundo o depoimento, ao abrir a porta, a menina teria se deparado com um homem com o rosto coberto, vestindo casaco.

De acordo com o relato, a menina voltou para a sala de aula e contou inicialmente o que havia acontecido a uma colega. Segundo Letícia, essa colega teria avisado a professora.


Mãe afirma que professora não teria percebido gravidade

No depoimento divulgado nas redes sociais, a mãe afirma que a professora teria entendido inicialmente que se tratava de um menino sem camisa no banheiro das meninas.

“Ela disse que não entendeu direito o que tinha acontecido e achou que fosse um menino sem camisa no banheiro”, afirmou Letícia.

A mãe afirma que ficou indignada com a situação.

“Mesmo que fosse isso, já seria uma situação fora do normal dentro de uma escola”, disse.


Descrição do suspeito

Segundo a mãe, a filha conseguiu observar algumas características do suspeito.

De acordo com o relato da criança, o homem seria:

  • branco
  • não aparentava ser idoso
  • tinha uma tatuagem de leão na mão
  • usava tênis da marca Nike
  • e estava com o rosto coberto

Essas informações foram repassadas pela família às autoridades.


Família procurou hospital, polícia e Conselho Tutelar

Letícia afirmou que, após o ocorrido, buscou atendimento médico para a filha e iniciou os procedimentos legais.

“Minha filha teve crise de pânico. Eu levei ela ao hospital e de lá fui orientada a procurar a delegacia, o Conselho Tutelar e os órgãos de apoio”, contou.

Segundo a mãe, a criança também foi encaminhada para acompanhamento psicológico.


Protesto de pais em frente à escola

A denúncia provocou revolta entre pais e responsáveis de alunos da unidade.

Na tarde desta quinta-feira (5), manifestantes realizaram um protesto em frente à escola, na Rua Doutor Luiz Palmier.

Durante a manifestação, o grupo chegou a interditar a via por alguns minutos, cobrando esclarecimentos e medidas de segurança.

A rua foi liberada após a atuação da Guarda Municipal.


Pais reclamam da falta de segurança

Entre as principais reclamações apresentadas por responsáveis está a falta de câmeras de monitoramento e vigilância na escola.

Segundo relatos de manifestantes, a ausência desses recursos aumenta a preocupação com a segurança das crianças.


O que diz a Polícia Civil

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou:

“A investigação está em andamento na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói e corre sob sigilo.”


O que diz a Prefeitura de Niterói

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Niterói informou que acompanha o caso e repudia qualquer tipo de violência ou abuso no ambiente escolar.

“A Secretaria de Educação acompanha o caso e repudia qualquer tipo de violência ou abuso no ambiente escolar. A Secretaria orientou a diretora da escola envolvida, escolhida pela comunidade escolar, para dar prioridade total ao acompanhamento e apuração do caso. Casos dessa natureza devem ser tratados com a máxima apuração e seriedade.

Foi disponibilizado atendimento psicológico a estudante e sua família.

A Secretaria Municipal de Educação abriu uma sindicância para apurar o ocorrido. Também será instaurado procedimento administrativo para ouvir a profissional citada e averiguar sua conduta, assegurando o devido processo de defesa e a aplicação das medidas cabíveis, conforme o resultado da apuração.

A Secretaria reafirma seu compromisso com a proteção