Polícia Federal revela indícios de conexão política em grupo criminoso no Rio de Janeiro
A Polícia Federal (PF) afirma, em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), teria exercido papel de liderança política associado ao Comando Vermelho (CV).
O documento integra investigação que apura suposto vazamento de informações sigilosas de operações policiais.
Documento foi entregue ao STF
Segundo a PF, o relatório possui cerca de 188 páginas e foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes no fim de janeiro. O texto foi elaborado no âmbito de inquérito que investiga a atuação de agentes públicos e possíveis vínculos com organização criminosa.
De acordo com os investigadores, o parlamentar teria fornecido interlocução política capaz de influenciar decisões e proteger interesses da facção.
Investigação menciona articulação política
A PF aponta que a capacidade de articulação política seria um dos principais fatores analisados no caso. O relatório descreve suposta influência em diferentes esferas do poder público.
Ainda conforme o documento, essa atuação teria impacto na dinâmica de operações policiais e na estrutura de poder no estado.
Defesa contesta as conclusões
Em nota, a defesa do parlamentar afirmou que não há provas que sustentem as acusações e classificou o indiciamento como arbitrário.
Segundo o advogado, as conclusões apresentadas seriam baseadas em interpretações e não em elementos concretos.
Prisão ocorreu em dezembro
Bacellar foi preso em dezembro durante comparecimento à sede da Polícia Federal no Rio. A detenção foi determinada após suspeitas de vazamento de informações da Operação Zargun, que teve como alvo o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias.
Posteriormente, o parlamentar obteve liberdade provisória, mediante medidas cautelares impostas pelo STF, incluindo o afastamento da presidência da Alerj e o uso de tornozeleira eletrônica.
Investigação aponta interação entre política e crime
Segundo a PF, o caso evidenciaria a existência de relações entre agentes públicos e organizações criminosas, tema central das apurações.
O relatório também menciona que a facção investigada exerce forte controle territorial no estado, fator considerado relevante no contexto político-eleitoral.
Caso segue sob análise do STF
As conclusões apresentadas pela Polícia Federal ainda serão avaliadas pelo Supremo Tribunal Federal, responsável pelas decisões judiciais relacionadas ao inquérito.
Até o momento, não há sentença sobre o caso, que continua em andamento.
