Mensagens de Cabral para Bacellar revelam pedido de ajuda e declaração de amor, afirma PF

Por Rj em Foco • 28/02/2026 • Polícia
rjemfoco.com | 28/02/2026

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, teria pedido ao deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que interferisse em um processo judicial em andamento no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Essa informação foi revelada em um relatório da Polícia Federal (PF) com base em mensagens analisadas durante investigações.

Pedido para retirada de processo da pauta

Conforme a PF, essas conversas ocorreram em maio de 2025 e indicavam que Cabral queria que um processo por improbidade administrativa no qual é réu fosse retirado da pauta de julgamento marcada para o dia 27 daquele mês.

De acordo com o relatório, Cabral solicitou a Bacellar que tomasse medidas para evitar que o caso fosse julgado na data estabelecida. Mensagens posteriores indicam que Bacellar estava tentando resolver a situação.

O relatório da PF também afirmou que o processo foi retirado da pauta posteriormente. Após essa mudança, Cabral enviou uma mensagem de agradecimento ao parlamentar, dizendo “Te amo, amigo”.

Mensagens fazem parte de investigação mais ampla

Essas mensagens fazem parte de uma investigação mais abrangente conduzida pela Polícia Federal, que envolve o deputado Rodrigo Bacellar e outros investigados.

Bacellar foi indiciado pela PF sob suspeita de vazamento de informações sigilosas relacionadas a operações policiais. Ele nega qualquer irregularidade. Sua defesa afirmou que não há provas de sua participação em atividades ilícitas.

Contexto das apurações

O inquérito também tem como alvo o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, e outras pessoas investigadas por supostas ligações com o crime organizado.

TH Jóias é acusado de usar seu cargo para favorecer atividades ilícitas, acusações que são negadas por sua defesa.

Rodrigo Bacellar foi preso em dezembro, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas mais tarde foi liberado sob condições, incluindo afastamento da presidência da Alerj e uso de tornozeleira eletrônica.

Defesa contesta acusações

A defesa de Bacellar argumenta que não existem provas da participação do deputado em vazamento de informações ou em atividades irregulares junto ao Judiciário.

Até o momento, não houve uma decisão judicial definitiva sobre esses fatos e as investigações continuam em andamento.

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